25 de julho de 2015

Escrevendo um Livro I - Como Tudo Começou

Olá!
Depois que consegui publicar meu primeiro livro, em novembro do ano passado, muita gente sempre me pergunta sobre como foi isso, querem saber mais sobre o processo, enfim, como foi que aconteceu. A verdade é que não tem muito mistério. E hoje inicio uma série de posts sobre todo o processo que levou à concepção de "La Lune", meu primeiro livro.



A primeira parte tratará de como comecei a gostar de escrever. Espero que gostem e acompanhem os posts por que para mim é sempre muito legal falar disso que é minha grande paixão.

Bem, como vocês sabem pelas inúmeras postagens que já fiz aqui no blog, eu sempre gostei muito de escrever. Claro que a  paixão pela leitura veio bem antes de eu começar a escrever meus primeiros rascunhos. Sempre li muito e de tudo: revistas, jornais, livros didáticos ou de literatura, até bula de remédio e rótulo de margarina. Logo que aprendi a ler, isso era só o que eu queria fazer. Aos 11 anos, num trabalho de escola que pedia que falássemos sobre nossa família, eu fui a única que entreguei o trabalho em forma de um livrinho, como uma biografia. Ele tinha capa e ilustrações feitas por mim.

Por muito tempo, fui mais uma leitora voraz, até conhecer, em 2004, a série de livros Harry Potter. Foi a primeira série de livros que conheci, antes só lia livros curtinhos e mais infantis. Eu tinha 13 anos na época e o universo de JK Rowling promoveu um verdadeiro show de fogos de artifício na minha mente. Eu passei a admirar tanto, mas tanto a JK por que ela transformou em palavras algo que todos nós queremos: criar um mundo só nosso. Com fantasia e magia. 
A partir daí, comecei a estudar a fundo o universo potteriano, mas acima de tudo, estudar a forma com que JK escrevia. Eu achava simplesmente fantástico como ela conectava cada personagem, como ela fazia Harry ser real em cada nova página.  Eu estava fascinada e coloquei na cabeça que um dia eu escreveria um livro. 

Foi quando comecei a escrever, sem ter noção do que eu estava fazendo, fan-fics do universo potteriano. Eu continuava as histórias dos livros enquanto esperava pelo lançamento da nova aventura. Imaginava o que eu queria que acontecesse com os personagens e ia inventando outro roteiro com personagens que não eram minhas criaturas, mas eu me sentia um pouco dona deles a partir daquele momento. 

E eu envolvia todo mundo nessa minha doce obssessão. Eu só falava de Harry Potter, levava as fan-fics para as amigas da escola lerem e sabia as histórias dos livros de trás pra frente, fazendo outros amigos quererem ler também. Eu sempre fui assim com as coisas que gosto: quero contaminar todo mundo com minhas pequenas loucuras.

Então, dados esses primeiros passos, eu comecei a manter diários, uma forma de tentar por em palavras o que eu sentia, o que sempre achei muito difícil - e uma das tarefas mais difíceis de um escritor. Eu mantive os diários por quase dez anos. E o hábito de escrever neles todos os dias promoveu não só meu autoconhecimento, mas também o gosto pela escrita e a estimulação da criatividade.
Expandi a escrita das fan-fics para quase toda história que lia, estava pegando gosto por criar novas situações com meus personagens preferidos. Foi a época da série "Crepúsculo" (da qual fui muito fã pelo menos até conhecer o desfecho da história, em "Amanhecer", o que me fez desgostar de vez. Tenho um carinho especial até hoje por alguns personagens, entretanto). Depois veio a série americana "Anita Blake", da qual vocês sempre me vêem falando aqui no blog também.

Em resumo, 90% da minha habilidade com a escrita veio do hábito de escrever fan-fics. Embora eu nunca tenha as publicado por aí, a não ser pelas poucas que posto aqui no blog, tenho todas guardadas com carinho em suas folhas de caderno amareladas...

Comecei a ensaiar meu primeiro livro aos 15 anos, uma história adolescente sobre uma garota que se apaixonava pelo namorado da melhor amiga. Típico. Foi um caderno inteiro e foram quase dez capítulos escritos, até eu cansar dele e abandoná-lo. Perdi o caderno em uma de minhas milhares de mudanças e lamento profundamente. Até hoje penso em como essa história acabaria.
Desde então, eu fui tentando iniciar outras histórias, mas nunca acabava. O primeiro livro que, de fato, finalizei na vida foi escrever uma história de uma amizade antiga, que foi minha terapia depois que perdi aquele amigo. Esse eu não publicarei, é claro, mas ele teve mais de cem páginas e até ficou bom. Prometo.

Foi então que senti que eu podia iniciar uma história totalmente nova, uma ficção autoral, sem mais usar personagens alheios ou me basear em minha própria vida. Ganhei independência para... Inventar. Era 2012 e eu já tinha 21 anos. Esperara tempo demais...

Próximo capítulo:

Parte II -  Uma Garota Chamada Seashell


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